tantos nadas

Um ano longe, tantos e nadas de acontecimento se mesclando, se fundindo, se formando …..

Tantos sonhos, tantas vidas criadas dentro de mim. Tantos desejos, tantas vontades, tantos receios…. tantos segredos

Nada compartilhado, quase nada vivido

Por preguiça, por medo
São tantos e nadas se convergindo se confundindo

faz escorrer o tempo tão depressa que não abarca os tantos, retendo muitos nadas

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A incerta preguiça

Um certo fastio vem tomando conta do meu ser nesses últimos dias. E mesmo o caos que bate continuamente a porta é capaz de afastar a preguiça. Essa, que entre os sete pecados capitais é o que mais me acomete – para falar a verdade os outros seis são em minha vida quase inexistentes, com exceção de a gula, às vezes pular a janela e vir brincar dentro de mim.

A correria diária dos dias úteis da semana, e o amortecimento dos finais da mesma. E em muitos momentos nem o café é capaz de aplacar a sede do sono, dos olhos pendentes que quase não voltam a se abrir depois de piscar. Terrível sonolência, os 10 minutos a mais do despertador celular.

Meus livros empoeirados na estante, vão cedendo seu lugar as leituras obrigatórias da faculdade, e essas tentando vencer a languidez minha. A saída muitas vezes, é a leitura no metro e no ônibus central, isso quando os olhos involuntariamente não se fecham. 

Contudo, às vezes, no meio dessa inércia, uma fagulha se acende, e saio do torpor e a hiperatividade reina. Do sofá para o passeio com a Tita no vespertino domingo, ou as leituras das revistas compradas durante semanas passadas e que ainda não consegui terminar de ler. Antes que me perguntem ou pensem, apesar de parecer, essa preguiça não vem do desanimo, esse quando vem, leva a vontade do sono e deixa um que de tristeza que empurra tudo ladeira abaixo.