tantos nadas

Um ano longe, tantos e nadas de acontecimento se mesclando, se fundindo, se formando …..

Tantos sonhos, tantas vidas criadas dentro de mim. Tantos desejos, tantas vontades, tantos receios…. tantos segredos

Nada compartilhado, quase nada vivido

Por preguiça, por medo
São tantos e nadas se convergindo se confundindo

faz escorrer o tempo tão depressa que não abarca os tantos, retendo muitos nadas

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Partido

Onde foi parar o teu sorriso
Que durante tanto tempo me animou
E aquele terno brilho em seu olhar
Que a gora, turvo se tornou
Seu cálido beijo e seu meigo jeito
perdeu-se na penumbra do tempo
Nosso amor antes tão vivo… agora sós lembranças ficaram
E da vida que antes me era mais cara
Hoje só a tristeza restou…
E meu coração dilacerado
Aguarda no compasso a derradeira hora de dizer adeus
E me esquecer de vez toda essa dor
E olvidar para sempre da mina mente a frieza que agora somos nós, que inertes contemplamos as ruínas do que um dia foi chamado amor…

“a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão”
(Paulo Leminski)