Pedaços

Desejo de sair pelo mundo contando histórias, descobertas, fundir com outros povos
Falar da vida de pessoas reais, realmente vivas e não da plastificação estampadas nas revistas
Ir por diferentes caminhos, atrás das mãos calejadas, rostos pintados pelo sol
Dos índios, andarilhos latinos, dos sorrisos que superam as lágrimas, da dor
 Seguir no fluido das veias que ainda continuam abertas
Narrando contos/crônicas de muitas estrelas, das heranças deixadas
Sentir o cheiro da terra, o humano ser surgir.

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Meus castelos de areia soprados pelo vento, esquecidos pela moção do tempo.
Não lembro mãos dos dias em que acreditava ainda em conto de fadas
Na verdade finais felizes sempre me pareceram quimeras e de um certo enfado.
Antes que pareça com descrença ou mágoa, por algo vivido e despedaçado
Tento me explicar, mesmo sabendo que ninguém tem nada a ver com isso.
Não há dor, desamor ou qualquer sentimento de tristeza
O que acontece é que às vezes a melancolia surgida de algum recôndito vem brincar com os dias,
Do “canto do sorriso” surge a lágrima e do nada o coração entristece e esfria
Fazendo ir embora o Oasis, deixando tudo deserto,

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Quando o prazer toma conta, e o amor sai por entre a fenda aberta
O vazio vem e impera, e nasce a procura do preencher o espaço do nada com quimeras
Criando frágeis castelos de sonhos
 Que a realidade não pode suportar
Mais uma dose de ilusão, só mais um fragmento de utopia.

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