Você e o nada

Enquanto você caminha por estradas escuras

Não pode ver o sangue espalhado nem os muros pichados ‘gritando’um único desejo

Tudo está deserto e você sente frio

Cercado por arames farpados e elétricos

Você está só,

Seus gritos têm como resposta o eco que se perde no vácuo,

Acres lágrimas correm, no asfalto escarlate, passos que ninguém ouvirá

Sem lua e nem estrelas

Todos os seus dias serão cinzas,

Você está só num mundo que outros assim como você destruíram

Um mundo tomado por arames farpados

Onde nem mais o caos habita

Você está só perdido em labirinto de ruas desertas e turvas

Está somente você e o nada.

 

Fabiana Reinholz

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