Uma voz brasileira nas ondas sonoras de londres

Fortalecer as famílias e comunidades africanas, tanto nacional, como internacionalmente, através de ondas sonoras transmitidas na língua portuguesa é o objetivo primordial do programa de rádio The Nia Report, veiculado no Reino Unido. A estréia foi no último dia 11 de setembro. Trata-se do primeiro programa radiofônico em língua portuguesa na terra da Rainha.

No ar todas as quintas-feiras às 19h (15h no horário de Brasília, pela Voice Of Africa Radio (Voar) a partir de Londres – com duração de uma hora – o Nia Report tem entre sete a oito minutos de participação da brasileira Juliana Dias, 20 anos, estudante de jornalismo, correspondente do programa no Brasil. A temática é diversificada, abordando questões como economia, nutrição, espiritualidade, educação, desporto, política, cultura, entretenimento, dentre outros.

Juliana conta que seu contato com o programa teve início em 2006, durante a Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora em Salvador. “Um dos responsáveis e também apresentador do programa, o jornalista angolano Cláudio Manoel, participou desse evento e desde então vínhamos mantendo contato através de e-mails, conversando sobre diversos temas, especialmente comunicação e a questão racial. No final de julho, ele me fez o convite para participar do programa, que foi lançado na semana passada”, explica a estudante.

Por intermédio da Voar e do Nia Report, a comunidade africana e negra residente em Londres tem a oportunidade de promover as suas idéias, iniciativas, empreendimentos e serviços.

Da Bahia para Londres

A participação da correspondente brasileira é através do telefone, durante um tempo de aproximadamente sete a oito minutos. Juliana faz um balanço dos acontecimentos no Brasil que envolvam a questão racial. “Posteriormente, eu e os apresentadores fazemos algumas considerações. Geralmente eles me fazem perguntas sobre os acontecimentos e da realidade brasileira para a população negra”, relata.

A repercussão do primeiro programa teve saldo positivo, segundo Juliana, que classifica como “excelente” a receptividade dos ingleses. “Durante o programa, a rádio recebeu várias ligações de pessoas elogiando. Ficaram impressionados com a participação de uma correspondente do Brasil, principalmente da Bahia, que é o estado mais negro do País, e também de ficarem sabendo sobre informações do país”, relata. A correspondente comemora o êxito de sua primeira experiência com rádio, “ainda por cima internacional”.
 
Juliana Dias cursa o 6º semestre de jornalismo na Faculdade Social da Bahia, trabalha com assessoria de comunicação e escreve para o jornal Ìrohìn (www.irohin.org.br) e para o Portal Correio Nagô (www.correionago.com.br). Esse ano, a estudante assumiu a coordenação de projetos comunitários do Instituto Mídia Étnica (IME), entidade da qual faz parte desde meados de 2007.

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