Partido

Onde foi parar o teu sorriso
Que durante tanto tempo me animou
E aquele terno brilho em seu olhar
Que a gora, turvo se tornou
Seu cálido beijo e seu meigo jeito
perdeu-se na penumbra do tempo
Nosso amor antes tão vivo… agora sós lembranças ficaram
E da vida que antes me era mais cara
Hoje só a tristeza restou…
E meu coração dilacerado
Aguarda no compasso a derradeira hora de dizer adeus
E me esquecer de vez toda essa dor
E olvidar para sempre da mina mente a frieza que agora somos nós, que inertes contemplamos as ruínas do que um dia foi chamado amor…

“a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão”
(Paulo Leminski)

Le Toi Du Moi

Je suis ton pile
Tu es mes faces
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l’envie et moi le geste
Toi le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la guitare et moi la basse

Je suis la pluie et tu es mes gouttes
Tu es le oui et moi le doute
T’es le bouquet je suis les fleurs
Tu es l’aorte et moi le coeur
Toi t’es l’instant moi le bonheur
Tu es le verre je suis le vin
Toi tu es l’herbe et moi le joint
Tu es le vent j’suis la rafale
Toi la raquette et moi la balle
T’es le jouet et moi l’enfant
T’es le vieillard et moi le temps
Je suis l’iris tu es la pupille
Je suis l’épice toi la papille
Toi l’eau qui vient et moi la bouche
Toi l’aube et moi le ciel qui s’couche
T’es le vicaire et moi l’ivresse
T’es le mensonge moi la paresse
T’es le guépard moi la vitesse
Tu es la main moi la caresse
Je suis l’enfer de ta pécheresse
Tu es le ciel moi la terre, hum
Je suis l’oreille de ta musique
Je suis le soleil de tes tropiques
Je suis le tabac de ta pipe
T’es le plaisir je suis la foudre
Tu es la gamme et moi la note
Tu es la flamme moi l’allumette
T’es la chaleur j’suis la paresse
T’es la torpeur et moi la sieste
T’es la fraîcheur et moi l’averse
Tu es les fesses je suis la chaise
Tu es bémol et moi j’suis dièse

T’es le laurel de mon hardy
T’es le plaisir de mon soupir
T’es la moustache de mon trotski
T’es tous les éclats de mon rire
Tu es le chant de ma sirène
Tu es le sang et moi la veine
T’es le jamais de mon toujours
T’es mon amour t’es mon amour

Je suis ton pile
Toi mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l’envie et moi le geste
T’es le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la putain et moi la passe
Tu es la tombe et moi l’épitaphe
Et toi le texte, moi le paragraphe
Tu es le lapsus et moi la gaffe
Toi l’élégance et moi la grâce
Tu es l’effet et moi la cause
Toi le divan moi la névrose
Toi l’épine moi la rose
Tu es la tristesse moi le poète
Tu es la belle et moi la bête
Tu es le corps et moi la tête
Tu es le corps. hummm !
T’es le sérieux moi l’insouciance
Toi le flic moi la balance
Toi le gibier moi la potence
Toi l’ennui et moi la transe
Toi le très peu moi le beaucoup
Moi le sage et toi le fou
Tu es l’éclair et moi la poudre
Toi la paille et moi la poutre
Tu es le surmoi de mon ça
C’est toi charybde et moi scylla
Tu es la mère et moi le doute
Tu es le néant et moi le tout
Tu es le chant de ma sirène
Toi tu es le sang et moi la veine
T’es le jamais de mon toujours
T’es mon amour t’es mon amour

Você á mim

Eu sou sua coroa
Você é minha cara
Você meu umbigo
E eu seu gelo
Você é o desejo e eu o gesto
Você o limão e eu o sabor
Eu sou chá, você é a xícara
Você o violão e eu o baixo
Eu sou chuva e você é minhas gotas
Você é o sim e eu a dúvida
Você é o buquê eu sou flores
Você é a aorta e eu o coração
Você… você é o momento eu felicidade
Você é o copo eu sou vinho
Você… você é grama e eu a junta
Você é vento eu sou a rajada
Você a raquete e eu a bola
Você é o brinquedo e eu a criança
Você é o homem velho e eu o tempo
Eu sou a íris você é a pupila
Eu sou o tempero você a papila
Você água que vem e eu a boca
Você o amanhecer e eu o céu, abaixo o que mente
Você é o padre e eu a embriaguez
Você é a mentira eu a preguiça
Você é o guepardo eu a velocidade
Você é a mão e eu a carícia
Eu sou o inferno de seu pecador
Você é o Céu eu a Terra, hummmm
Eu sou a orelha de sua música
Eu sou o sol de seus trópicos
Eu sou o tabaco de seu cahimbo
Você é o prazer eu sou o raio
Você é a gama e eu a nota
Você é fama eu mero iniciante
Você é o que me arde na partida
Você é a chama eu sou a prece
Você é o entorpecimento e eu a soneca
Você é o frescor e eu o aguaceiro
Você a nádegas eu sou a cadeira
Você é plano e eu…eu sou afiado

Você é o Laurel do meu Hardy
Você é o prazer de meu suspiro
Você é o bigode de meu Trotski
Você é todos os estouros da minha risada
Você é a canção de minha sirene
Você é sangue e eu a veia
Você é o jamais do meu amanhã
Você é meu amor você é meu amor

Eu sou sua coroa
Você minha cara
Você meu umbigo
E eu seu gelo
Você é o desejo e eu o gesto
Você é o limão e eu o sabor
Eu sou chá, você é a xícara
Você a prostituta e eu a passagem
Você é túmulo eu sou epitáfio
E você o texto, eu o parágrafo
Você é o deslize e eu a asneira
Você a elegância e eu a graça
Você é o efeito eu sou a causa
Você é o divã e eu a neurose
Você o espinho eu a rosa
Você é a tristeza eu o poeta
Você é o Bonito e eu a Besta
Você é o corpo e eu a cabeça
Você é o corpo. Hummm
Você é a seriedade eu não associo
Você o policial eu o equilíbrio
Você o jogo eu a forca
Você o enfado e eu o transe
Você o muito pouco eu o muito
Eu a salva e você o furioso
Você é o raio e eu a pólvora
Você a palha e eu a viga
Você é o meu super-ego
É você Charybde e eu Scylla
Você é o amargo e eu o macio
Você é nada e eu o tudo
Você é a canção de minha sirene
Você… você é sangue e eu a veia
Você é o jamais do meu amanhã
Você é meu amor você é meu amor.

Meu ser

 By Fabiana Reinholz

Gosto de amores libertos, sem posse e definições, incondicional
Gosto de dançar ao redor da fogueira, dentro e fora do mar
Do cheiro da chuva, de terra e grama molhada
De flutuar, voar sem destino estabelecido
De carinho sem grude, de palavras doces
Das mentiras sinceras…
Gosto da excessiva liberdade
Das longas caminhadas, dos mergulhos mais profundos
Das claves de sol, de fá, de La, que fazem musicas a dias estranhos
De abraços, afagos, beijos e sorrisos demorados
De lágrimas q lavam almas
Gosto do caos que se faz preciso quando o enfado satura os dias
De um pouco de libertinagem, mesmo que essa seja em pensamentos
De novas e velhas fotos
Das boas lembranças de amores e amigos sinceros
Da desordem de mim, do meu quarto onde só eu me acho …
De enigmas e palavras cruzadas
E da necessidade das entrelinhas
De jogos de decifrar, de esconde-esconde, de pequenos e grandes prazeres
Dos castelos de carta que se desmancham com o leve toque da brisa
De tudo que for demasiado forte e sincero
Gosto de bebidas fortes, de venenos suaves
Do café para acordar da letargia
De chocolate quente/gelado para acalmar certas ansiedades
De bebidas fermentadas e outras destiladas para fazer esquecer
De uma boa “cozinha”,
De fartas sobremesas, de chocolates levemente apimentados…
Gosto da noite, da rua, da alegre e inebriante boemia
Dos dias de sol, de olhar borboletas, flores e beija-flores
De alimentar os pássaros
De dias nublados,
Do sol após a chuva ácida
Dias de frio enrolada no cobertor
De calor para entrar e olhar o mar no mar
de ver as ondas arrebentando das pedras
Gosto de ficar a toa
De horas incontáveis de leitura, de poesias
De por em pratica e em ordem pensamentos disformes através de palavras
De me perder e me achar…
Gosto da loucura e da razão que habitam em mim
Dos meus deuses e demônios que passam horas a conversar
Que me fazem rir e chorar
Dos sonhos que embalam e se contrapõe a realidade
E que servem como estimulo para sempre recomeçar
Do silencio das palavras
De dias agitados e calmos
De breves pausas
De soltar as amarras
De não ter que ter respostas a tudo,
Gosto….

De ser um mistério para mim mesmo

“De vez em quando você tem que fazer uma pausa e visitar a si mesmo.” Audrey Giorgi

Descompasso da vida

“O programa desta noite não é novidade, vocês já viram esse filme uma porção de vezes, vocês viram seu nascimento, sua vida e sua morte e devem lembrar-se de todo o resto”.

Inveja, vaidade, luxúria, cobiça, avareza, gula e preguiça. sete pecados permeando dias. Crianças nos sinais, seringas perdidas nas ruas. Todo risco, nenhum cuidado; sonhos mutilados, nenhum motivo para sorrir, a não ser o único fato de ainda estar vivo.

Você vê tudo e diz: Triste quadro; acompanha  pela TV como um reality show mórbido. Se sensibiliza, se enraivece, pode chegar até chorar, mas quando desliga o aparelho, logo esquece. No seu quarto, aspira alcançar os anéis de saturno; no seu carro, pela janela do ônibus ou ao andar pelas ruas, encontra crianças, velhos, adultos, pelas esquinas a mendigar trocados com ou sem troca por doces e outros mais. No caminho também depara-se com seringas no chão e o cheiro acre de sangue na calçada. Você passa por tudo isso e não liga, tudo ficou tão banal, que nem a violência o assusta mais. A única coisa que resta é a corrida contra o relógio, a busca por “um lugar ao sol”. Por isso, não divide, “come” tudo o que vê, não ajuda.

No espelho,vê seu lindo rosto  turvar-se e envelhecer com seus vícios. Você corre, mas não pode mais fugir. Finalmente percebe que o filme de ontem era um retrat de sua vida, cujo final já sabe.

Se lembra então das pobres crianças e de que aconteceu com muitas delas: Será que seria possível contar quantas já foram mortas ( mesmo estando vivas) e abandonadas por mera futilidade?

Pergunta-se o que poderia ter acontecido, o que levou elas as ruas, o motivo de tanto descaso. Percebe o quanto é futil e egoista, que não sabe ( ou que fingiu não saber) nada da vida, não conhece o valor de um abraço, de um sorriso. Se arrepende,conscientiza-se de tudo que não fez, de falar e fazer do amor o propósito de tudo, o mais sublime e importante movimento.

E agora? VoCê ainda acha que pode rebobinar sua vida? 

Quelqu’un m’a dit

On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Que de nos chagrins il s’en fait des manteaux.

Pourtant quelqu’un m’a dit que tu m’aimais encore,
C’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore,
Serais ce possible alors ? (refrain)

On me dit que le destin se moque bien de nous,
Qu’il ne nous donne rien, et qu’il nous promet tout,
Paraît que le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou.

Pourtant quelqu’un m’a dit…

Mais qui est-ce qui m’a dit que toujours tu m’aimais?

Je ne me souviens plus, c’était tard dans la nuit,
J’entends encore la voix, mais je ne vois plus les
traits, “Il vous aime, c’est secret, ne lui dites pas
que je vous l’ai dit.”

Tu vois, quelqu’un m’a dit que tu m’aimais encore,
Me l’a t’on vraiment dit que tu m’aimais encore,
Serait-ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s’en fait des manteaux.
Dizem que a nossa vida não vale grande coisa,
Passam num instante como fazem as rosas,
Dizem-me que o tempo que desliza é um canalha ,
Que de nossas tristezas se faz de abrigo.

Portanto qualquer um me disse que tu ainda me ama,
É alguém que me disse que tu ainda me ama,
Será possível então? (Chorus)

Me disseram qu eo destino debocha de nós,
Que não nos dá nada e nos promete tudo,
Então se estende a mão e se fica louco.

Mas alguém me disse …

Mas quem me disse que você sempre me amou?

Não me lembro mas, era tarde da noite
Eu escutei a voz, mas não a vi
Características “, Ele vos ama,  é secreto, não diga a ele que vos disse. ”

Você vê, alguém me disse que você ainda me ama,
Me disse que você me ama de verdade,
Será possível, então?

Dizem-me que a nossa vida não vale grande coisa,
Passam num instante como fazem as rosas,
Dizem-me que o tempo desliza-se é um canalha,
E o que de nossas tristezas se faz de abrigo……………

Um sorriso

Esses dias me lembrei das pessoas, que assim como você, gosto muito.
Revendo velhas fotos e cartas – é cartas- de alguns amigos, reforçou aquele piegas, quase lugar comum, mas totalmente necessário: as amizades precisam e devem ser cultivadas e lembrads, relembradas, para que as mesmas nao caiam no esquecimento seu e delas….
 
Desulpem-me, mas meu lado chocolate e doce supriu o de pimenta… e hoje, ao invés de , mandar tudo as favas,  de deixar o sarcasmo ou a ironia reinar, resolveu  voltar-se para “olhar as borboletas” …
 e lendo um, dos vários livros que vão se empoeirando na minha cabeceira – devido a teimosa preguiça – encontrei esse, de
Rabindranath Tagore, escritor, poeta e músico indiano…
 
“Põe, com um sorriso, no teu  coração o que é simples e suave, e se acha ao teu alcance.
Que o teu sorriso

Seja somente uma alegria sem sentido

Como as cintilações a luz por sobre as águas

Que a tua vida levemente dance

Sobre as bordas do tempo,

Como uma gota de orvalho

Na ponta de uma folha …

Em acordes arranca tua harpa

Os vacilantes ritmos de um momento…”
Rabindranath Tagore