Poema inspirado no livro o Lobo da Estepe, de Hermamm Hesse.
Somos pequenas peças postas num imenso tabuleiro,
Infinitas partes a jogar
Sob holofotes de um teatro mágico, ao qual chamamos vida.
A nos iludir com gigantes castelos de cartas, frágeis a uma pétala, a um leve sopro
Seguimos num interminável esconde-esconde
Girando numa espetacular roda gigante movida a sonhos, a desejos e ambições funestas.
E rodamos incansáveis num carrossel multicolorido.
Brincamos, rimos, choramos. Nos perdemos em guerras e batalhas pueris.
Vivemos a utopia das 1001 noites de amores adormecidos.
Quando aceitamos brincar
Perdendo-se entre livros
Felizes, tristes, amargurados.
Dançamos sob o véu translúcido das quimeras
Permeados por confetes e serpentinas
Escondendo lágrimas embaixo de infinitas máscaras
Até o dia do brinde final
Quando repousaremos no leito da eternidade
Enquanto isso, vivamos nesse teatro mágico
“Que sejamos raros, loucos, onde a entrada custará nossa razão”.
Fabiana Reinholz
Lindo! Adorei! Quero entrar nesse picadeiro também! Onde deixo a razão?
Comentário por Renata Machado — 5 Setembro, 2008 @ 5:55 pm