Enquanto espero a chuva passar, lembro de tudo que está distante
E nessas reminiscências sua lembrança é a que mais me acalanta e entristece
De um tempo em que o mundo parava para nos ver passar
A multidão que esbarrava não se fazia sentir
Nossa roda gigante de sonhos onde nossas almas peregrinas brincavam
E almejavam as nuvens que puerilmente acreditávamos ser de algodão doce
Mas as engrenagens que moviam nossos corações do alto da roda
Despencou-se rapidamente ao chão
Nosso carrossel animado consumiu-se e disparou em retirada
Nem cheiros, nem músicas, nada de nós ficou,
Fabiana Reinholz